Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
Deliberação do Secretariado da Federação Distrital de Leiria
Face a mais uma vergonhosa campanha que visa atingir, pessoal e politicamente, o Primeiro-Ministro e o governo do Partido Socialista, campanha essa, uma vez mais, alicerçada em factos falsos, rumores, comentários insidiosos, manobras e aproveitamentos de toda a espécie, fazendo tábua rasa das declarações públicas das autoridades judiciárias e dos próprios esclarecimentos do Primeiro-Ministro, o Secretariado Distrital do PS de Leiria está consciente que se trata de uma ampla manobra política com claros objectivos eleitorais. Com efeito, destacados dirigentes políticos dos partidos da oposição como, por exemplo, Pacheco Pereira, instigam mesmo os órgãos de comunicação social a um linchamento político e ao total desrespeito pelo segredo de justiça.
Em face disto, o Secretariado da Federação Distrital de Leiria do PS, reunido no dia 27 de Janeiro, deliberou o seguinte:
Solidarizar-se integralmente com o Secretário-Geral do PS e Primeiro-Ministro, quer no que diz respeito à total confiança que nos merece, quer quanto às declarações que a respeito do caso “Freeport” produziu.
O sentido e a oportunidade dos ataques que foi alvo visam também o PS e o governo que dirige. Em face disso, os socialistas de Leiria manifestam total disponibilidade ao Secretário-Geral para cerrar fileiras à sua volta, redobrando o empenhamento no trabalho político e alargando o combate em torno e na defesa do governo e do Primeiro-Ministro.
Os socialistas de Leiria, hoje, mais do que nunca, mantém-se fiéis e fortes em torno do velho lema do nosso partido, “quanto mais a luta aquece, mais força tem o PS”.
O Presidente da Federação
João Paulo Pedrosa
Leiria, 2009-01-28
Domingo, 25 de Janeiro de 2009
(Concluímos hoje o resumo da Moção de José Sócrates ao XVI Congresso do PS, com as referências feitas às Eleições Autárquicas)
"Eleições Autárquicas: listas próprias, projecto próprio
O principal activo que o Partido Socialista tem para apresentar aos portugueses nas próximas eleições autárquicas é o trabalho e a dedicação dos seus candidatos e autarcas ao serviço das populações e do desenvolvimento local. O PS tem uma forte tradição de empenhamento na democracia local e o seu projecto próprio para o poder local radica na consciência da importância crucial que o dinamismo das cidades e a acção dos municípios e das freguesias tem para o crescimento económico, a qualidade de vida das populações e o desenvolvimento das políticas sociais de proximidade. Essas tarefas revestem uma importância ainda mais acrescida no contexto criado pelos efeitos da crise
económica internacional.
No Governo, o PS reforçou a descentralização – de que muitos falam mas que poucos praticam – com medidas concretas de grande alcance, sobretudo em áreas como a educação, a saúde e a protecção social. Importantes reformas, como é o caso da reforma do primeiro ciclo do ensino básico, foram realizadas mediante o estabelecimento de parcerias entre o Governo e as autarquias locais, com enorme vantagem para as populações.
A dinâmica do combate à burocracia e da simplificação dos procedimentos
administrativos, lançada pelo Governo com o Programa Simplex, deu novas condições de trabalho às autarquias, em domínios críticos como a gestão territorial e o licenciamento urbanístico, conferindo mais autonomia e responsabilidade aos municípios, mas permitindo-lhes também prestar um melhor serviço às populações e ao desenvolvimento local. A simplificação e modernização dos procedimentos administrativos das próprias autarquias, em muitos casos dinamizada pelo novo Programa Simplex Autárquico, completará este esforço e fará parte dos projectos a apresentar pelos candidatos do PS em muitas autarquias do País. Outra marca comum aos projectos autárquicos do Partido Socialista é a valorização da agenda social dos municípios. Esta é uma área em que as autarquias têm vindo aassumir cada vez mais responsabilidades e que deve subir ainda mais nas suas prioridades políticas. A agenda social será, por isso, uma prioridade nas programas autárquicos dos candidatos do PS.
Não obstante a diversidade das circunstâncias locais, o PS deve afirmar nas próximas eleições autárquicas a sua visão do poder local e os traços essenciais que identificam o seu projecto próprio para o trabalho nas autarquias. Essa afirmação deve passar pela realização de uma grande Convenção Nacional Autárquica, devidamente preparada pela Associação Nacional de Autarcas do PS, em articulação com a direcção nacional do partido.
Com a limitação dos mandatos executivos autárquicos e com a aplicação da Lei da Paridade, o PS contribui decisivamente para a renovação e qualificação da democracialocal. Todavia, as próximas eleições autárquicas decorrerão ainda num quadro legislativo e institucional que não favorece nem a eficiência do trabalho dos executivos municipais, nem a clareza na imputação da responsabilidade política, nem sequer a eficácia da fiscalização pelas assembleias municipais. Infelizmente, o PSD não esteve disponível para honrar os compromissos que nessa matéria firmou com o Grupo Parlamentar do Partido Socialista, no sentido de contribuir para uma qualificação das condições de exercício do poder local. O PS deve recolocar este tema na agenda política da próxima legislatura.
Seja como for, o PS assume o objectivo de fortalecer a sua posição no poder local e manterá a orientação de se apresentar com listas próprias às eleições autárquicas em todo o País, sem prejuízo de essa regra poder ter excepções pontuais em face de especiais circunstâncias políticas locais, nos casos em que tal venha a ser reconhecido como adequado pela direcção nacional do partido."
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
(Continuamos a publicar resumos da Moção de José Sócrates ao XVI Congresso do PS)
"Estratégia política para o ciclo eleitoral e para o futuro do PS
1. Um ciclo eleitoral exigente e decisivo
…
2. Eleições para o Parlamento Europeu: pelo reforço do projecto europeu
…
3. Eleições legislativas: vencer de novo, para servir e modernizar Portugal
O objectivo político do PS nas próximas eleições legislativas é só um: ganhar, para
servir o País. Pediremos aos portugueses, com clareza, uma maioria absoluta e
lutaremos com toda a energia para a alcançar de novo. Por isso, e porque o PS
acredita na possibilidade real de obter uma nova maioria absoluta, recusaremos todas
as especulações sobre quaisquer outros cenários pós eleitorais, que só enfraquecem
as condições para alcançar essa nova maioria.
…
O PS fará uma campanha afirmando o seu projecto e as suas propostas políticas para o
futuro do País. O Programa Eleitoral do PS terá por base as orientações programáticas constantes da Presente Moção de Estratégia e será preparado com
ampla participação, incluindo com o envolvimento do movimento Novas
Fronteiras, da Fundação Res Publica e da Geração de Ideias, sendo adoptado
oportunamente pela Comissão Política do partido.
4. Eleições Autárquicas: listas próprias, projecto próprio programáticas constantes da Presente Moção de Estratégia e será preparado com
ampla participação, incluindo com o envolvimento do movimento Novas
Fronteiras, da Fundação Res Publica e da Geração de Ideias, sendo adoptado
oportunamente pela Comissão Política do partido.
…
4. Eleições Autárquicas: listas próprias, projecto próprio
... (será publicadao amanhã, completo, devido à importância que tem para nós)
5. Qualificação, Modernização e Abertura no futuro do PS
…
6. PS – A Força da Mudança
O PS que se reúne no seu XVI Congresso deve ter plena consciência das suas
responsabilidades neste momento histórico.
Os portugueses não querem apenas protestar contra a crise, querem sair dela.
E só o PS tem uma estratégia séria e responsável de combate à crise; só o PS tem a
capacidade e a determinação para a vencer, tal como venceu outras crises no passado. Mais: só o PS pode impedir que o País, no pior dos momentos, entre em aventuras perigosas ou ande para trás, deitando fora o que conseguiu alcançar, com tanto esforço, nestes últimos anos.
Saberemos estar à altura desta responsabilidade.
Até porque sabemos que só o PS está em condições de proporcionar ao País a
estabilidade na governação, que é tão importante para que esta crise internacional seja superada.
Tal como só o PS assume o projecto de modernização de que Portugal precisa para
alcançar um futuro melhor.
O PS é, de facto, em Portugal, a Força da Mudança. E sendo-o, é também, para os
portugueses, a Força da Esperança."
(Amanhã, concluímos com as orientações para as eleições autárquicas)
(Continuamos a publicar resumos da Moção de José Sócrates ao XVI Congresso do PS)
"Orientações programáticas
Perante um quadro de acentuadas dificuldades, fruto da crise financeira e internacional que o Mundo atravessa, os portugueses, mais uma vez, voltam-se para o PS porque sabem que só o PS tem a credibilidade, a capacidade e a coragem para definir o caminho certo, prosseguir o rumo e vencer esta situação.
Neste quadro muito exigente, a proposta política do PS deve assentar em torno de 4 eixos fundamentais:
- Responsabilidade
- Modernização - A) Promover a competitividade, reduzir o desequilíbrio externo, B) Modernizar tecnologicamente a economia, C) O Plano Tecnológico: apostar nas políticas públicas de modernização, D) Modernizar as infra-estruturas.
- Igualdade - A) O desafio: mais oportunidades para todos, reduzindo as desigualdades, B) Favorecer o crescimento económico, C) Aprofundar as políticas sociais, D) Favorecer o trabalho, E) Generalizar os 12 anos de educação, F) Promover a justiça fiscal, G) Investir nas redes sociais, H) Valorizar o sindicalismo democrático e a concertação social.
- Democracia - A) A revisão do sistema eleitoral, B) A estabilidade do texto constitucional, C) A valorização das autonomias, D) Descentralização e regionalização, E) A política de segurança, F) A promoção da igualdade, G) O apoio à cultura, H) Promover a participação dos jovens."
...
(Continua)
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
(Continuação da publicação de algumas partes da Moção "A Força da Mudança", de José Sócrates. Se quiser ler esta Moção e outros documentos a apresentar no XVI Congresso do PS, clique aqui)
"A acção do PS
1. Honrar a confiança dos portugueses
….
2. Uma Governação responsável
….
3. Uma governação reformista
A maioria absoluta do PS valeu a pena. Foi ela que assegurou ao Governo as condições políticas de estabilidade e de governabilidade necessárias para realizar reformas e lançar um importante movimento de modernização do País, superando resistências e fazendo prevalecer o interesse geral.
A determinação reformista tornou-se uma marca da Maioria e do Governo do PS. Os exemplos são muitos: fizemos a reforma da segurança social e a reforma daadministração pública; criámos o Programa Simplex, simplificando procedimentos para os cidadãos e para as empresas; cumprimos a reforma da Justiça e o Plano de Acção para o Descongestionamento dos Tribunais; fizemos a reforma das forças desegurança e do sistema de segurança interna; lançámos o Plano Tecnológico; alcançámos o nível europeu de investimento em Ciência; fizemos a reforma do ensinosuperior e adaptámo-lo ao Processo de Bolonha; colocámos Portugal na dianteira das energias renováveis; reformámos a legislação laboral; demos vida à ASAE para defender os consumidores; lançámos a reforma dos cuidados de saúde primários, da rede de assistência materno-infantil, da rede de urgências, tal como criámos uma nova rede de cuidados continuados para idosos e aprovámos a nova Lei do Tabaco.
Ganhámos, ainda, o referendo para a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, promovemos o acesso à procriação medicamente assistida, legislámos paraacabar com o divórcio litigioso e, em nome da igualdade, aprovámos a nova Lei da Paridade.
Mas foi na educação que enfrentámos o mais sério obstáculo à competitividade do País e à igualdade de oportunidades entre os portugueses: as elevadas taxas de abandono e de insucesso escolar. Fizemos uma reforma profunda do primeiro ciclo do ensino básico, aumentámos 15 vezes o número de alunos nos cursos profissionais públicos, triplicámos o acesso à acção social escolar e criámos o passe escolar, lançámos o Plano Tecnológico
da Educação e os programas e.escolas e e.escolinhas, instalámos quadros interactivos, reordenámos o parque escolar e lançámos a sua requalificação, instituímos as aulas de substituição, colocámos os professores por três anos, revimos o estatuto do aluno e o estatuto da carreira docente, introduzimos a avaliação dos professores para distinguir e premiar o bom desempenho, reformámos a gestão e reforçámos a autonomia das escolas.
Esta aposta nas qualificações chegou também aos jovens e adultos que se encontram já no mercado de trabalho. Foi para eles que lançámos o Programa Novas Oportunidades e a resposta não podia ter sido mais impressionante: mais de 630 mil pessoas já se inscreveram para melhorarem as suas qualificações, ao nível do ensino básico ou do secundário. E, também aqui, combatemos a info-exclusão e proporcionámos o acesso a computadores, com ligação à Internet em banda larga.
…
4. Uma governação solidária
5. A recuperação económica interrompida pela crise internacional
….
6. A estratégia de resposta à crise internacional
Em primeiro lugar, estabilizar o sistema financeiro e promover o acesso ao crédito por parte das empresas e das famílias.
…
Em segundo lugar, apoiar as empresas e o emprego
…
Em terceiro lugar, reforçar o investimento público
…
Em quarto lugar, apoiar as famílias e reforçar a protecção social
…"